1º encontro "O ESPAÇO"

BEM-VINDOS

Este blog tem por missão REGISTRAR o processo de Imersão Teatral que o Grupo de Teatro Forfé está desenvolvendo durante os meses de janeiro, fevereiro e março de 2010 junto à comunidade piracicabana.

terça-feira, 2 de março de 2010

Protocolo do Sétimo Encontro (28/02)

SUPERANDO DESAFIOS

Domingo, 28 de Fevereiro/10, tivemos que pular corda, mas pular corda! Sim pular corda, nós não estávamos somente pulando corda, nós estávamos superando desafios, pois usamos a percepção, a determinação e a persistência. No início desta dinâmica, achava que seria impossível dar 05 saltos com 05 companheiros na mesma corda, descobrir através das nossas atitudes que podemos encontrar caminhos que nos leva para dentro de nós mesmos, e é ai que podemos despertar potenciais adormecidos e prontos para alçar vôos mais altos, pois é lá do alto que a nossa visão pode alcançar o todo. Quando o nosso diretor Felipe nos reportava um pouco da vida de um criador de teatro, o Sr. Stanislavski, comecei entender que o mesmo queria dizer que o homem pleno não segue convenções que venha reduzir o alcance da sua percepção, mas este homem pleno está em busca da sua liberdade, liberdade para expressar seus sentimentos, liberdade para expressar o seu desejo sem as amarras das convenções que impõem o reducionismo, onde tudo deve seguir o pensamento de terceiros. Em cada pulo pude notar o meu crescimento, no trabalho em equipe, a responsabilidade com todos. Em nossas apresentações percebi o valor da solidariedade com os meus companheiros de espetáculo, enquanto a platéia sofria muito, ao ver meus companheiros de jornada desconsiderar a presença desta platéia, com muitas pessoas falando ao mesmo tempo, ou exagerando na dramaturgia, em tudo isso descobrir outro ingrediente infalível: o poder da presença, pois se estamos presentes nas situações que exigem total desprendimento para ajudar o outro, devemos concentrar para evitarmos o desconforto desta platéia. Gostaria de encerrar o meu relato citando o mestre Paulo Freire.

Ø Como posso dialogar, se me alieno a ignorância, isto é, se a vejo sempre no outro, nunca em mim?

Ø Como posso dialogar, se me fecho à contribuição dos outros, que jamais reconheço, e até me sinto ofendido com ela?

Ø Não há também diálogo, se não há uma intensa fé nos homens. Fé no seu poder de fazer e refazer. De criar e Recriar, Fé na sua vocação de ser MAIS, que não é privilegio de alguns eleitos, mas direito dos homens.

Joel Florêncio de Souza

e-mail: jfsouza33@yahoo.com.br

site: joelsouza.com.br

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