Os encontros da oficina de teatro são sempre uma surpresa, descubro novas sensações, adquiro novos conhecimentos e auto-conhecimento.
Muitas vezes não observamos atentamente as banalidades do cotidiano, movimentos, gestos, expressões que fazemos automaticamente e para um ator construir um personagem é necessário que ele tenha observado diversas formas de falar, andar, agir... porque cada pessoa é única e tem seu modo particular e peculiar de ser. Durante o exercício de "estátua" e suas variações em que nos imaginávamos, e nos potávamos sendo um personagem, pude perceber que cada pessoa tem um convencionalismo, uma imagem mental sobre como ser e se comportar no mundo como, por exemplo, um velho ou garota de programa.
A atividade em que estávamos todos em roda com apenas um bastão colocado no centro, foi a que eu mais me diverti com a criatividade das pessoas. Um simples bastão que, surpreendentemente se transformou em diferentes objetos, desde um simples "cotonetes" até um bebê recém-nascido!
Interessantíssimo o exercício de concentração em que cada pessoa deveria continuar a história iniciando sua fala pela letra seguinte do alfabeto.
Encontrei dificuldade para atravessar o espaço usando apoios do corpo, me senti constrangida em certos movimentos e não consegui me concentrar, mas isso foi coisa minha, os demais aproveitaram intensamente a atividade... e teve quem utilizou até os cabelos como apoio!
A concentração é essencial para nos entregarmos completamente na vivência do exercício e a equipe que coordena preocupa-se em organizar o ambiente de maneira que nos desligamos do mundo lá fora não deixando que nenhum estímulo externo interfira na atividade.
Neste encontro iniciou-se também a parte teórica sobre o surgimento do teatro e a necessidade que o homem tem de se expressar.
O ponto forte deste encontro foi o reencontro com a ludicidade e a oportunidade de utilizarmos a imaginação, o que me remete à música "Brincar de Viver" tão bem interpretada pela Maria Betânia. E o que é o teatro senão uma grande brincadeira com a vida?...
A arte de viver
Composição: Guilherme Arantes e Jon Lucien
Quem me chamou
Quem vai querer voltar pro ninho
Redescobrir seu lugar
Pra retornar
E enfrentar o dia-a-dia
Reaprender a sonhar
Você verá que é mesmo assim
Que a história não tem fim
Continua sempre que você
Responde sim
À sua imaginação
A arte de sorrir
Cada vez que o mundo diz: não
Você verá
Que a emoção começa agora
Agora é brincar de viver
Não esquecer
Ninguém é o centro do universo
Assim é maior o prazer
Você verá que é mesmo assim
Que a história não tem fim
Continua sempre que você
Responde sim
À sua imaginação
A arte de sorrir
Cada vez que o mundo diz: não
E eu desejo amar
A todos que eu cruzar
Pelo meu caminho
Como eu sou feliz
Eu quero ver feliz
Quem andar comigo
Agora é brincar de viver
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