1º encontro "O ESPAÇO"

BEM-VINDOS

Este blog tem por missão REGISTRAR o processo de Imersão Teatral que o Grupo de Teatro Forfé está desenvolvendo durante os meses de janeiro, fevereiro e março de 2010 junto à comunidade piracicabana.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Mais um Protocolo do 3º Encontro

1º A minha expectativa seria a de novos jogos onde o foco fosse a dinâmica de grupo, como o a da primeira semana, onde cada grupo inventou uma maneira nova de mostrar a música do tropeiro.

2º Eu gostei mais da improvisação porque ela trabalha a capacidade da pessoa de ver cena "congelada" como em uma foto e imaginar uma outra completamente diferente onde a pessoa que entrou coloca uma proposta de cena totalmente diferente. E também foi muito divertido cada situação inusitada em que as pessoas ficavam. :)

3º Eu tive maior dificuldade no exercício do cego, pois mesmo com a pessoa me transmitindo a confiança e conversando comigo eu ficava com a sensação de que eu iria bater na parede a qualquer minuto, a andar é limitado, você não possui um campo de visão e sim um campo de sensibilidade onde é sentido a luz e a voz das pessoas.

4º Pra mim o que ficou do encontro foi que sozinho não conseguimos nada, de que precisamos sempre de alguém pra ajudar, como no exercício do cego e ficar atento a tudo à toda hora. O encontro pra mim foi de sensibilidade.

Minha sugestão seria de trabalhar mais essa área da improvisão afim de que nós possamos desenvolver mais essa habilidade e jogo rápido em cena.

Ah sim, mais exercício como aquele do gato e rato ou da caça e caçador. Foi muito divertido!!!


Matteus Cobra

Um comentário:

  1. Grande Cobra, parceiro de vários exercícios!!! :)
    A partir de seu depoimento e da experiência com você e os outros colegas no 3o. encontro, segue abaixo uma reflexão sobre o "não olhar". Como diz o provérbio popular, "o pior cego é o que não quer ver". E "não quer ver" a si mesmo, em primeiro lugar. Em síntese, é o contrário de toda a sensibilidade que temos trabalhado nos encontros, mas é o que geralmente se faz/fazemos.
    Abraço e até!

    "Minha tendência é não ver aquilo de que não gosto, que me compromete, perturba ou denuncia - ou o que os outros acham que não deve ser visto (falado). Tampouco percebo, não aceito nem reconheço como minhas as caras, os gestos e os tons de voz. Esses são meus modos de reprimir, de conter meus impulsos, desejos e temores. Eu 'me seguro' - me tensiono - como se estivesse segurando outra pessoa, aquela que quer fazer coisas proibidas..." (J. A. Gaiarsa)

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